Abaixo a Reportagem da Revista Metrópole que se encontra no site da Androfert, na qual eu e o Renato aparecemos. Através dele dá pra acompanhar um pouco da nossa história de espara pelos filhos.
Dr. Sandro Esteves
Urologista e
Fundador da
Androfert
Quando é com Ele
Homem e mulher empatam em 40% dos casos de infertilidade conjugal. A boa nova é que a medicina tem solução para quase todos os problemas masculinos relacionados à reprodução. Por Renata Freitas
Quando a dificuldade para ter um filho afeta a rotina de um casal, as atenções costumam se voltar para a mulher. Geralmente, ela é vista como a responsável pelo insucesso nas tentativas de ter um bebê. Poucos sabem, no entanto, que nestas situações há um empate entre homens e mulheres. Cada gênero responde por 40% dos casos de infertilidade conjugal. Nos 20% restantes, ambos apresentam problemas que impedem a gravidez.
Seja por que as mulheres adiaram o projeto de ter filhos em favor da carreira, seja por causa da mudança nos hábitos de vida ou do aumento no nível de estresse a que estão submetidos homens e mulheres, são muitos os casais que têm dificuldades para ter um bebê hoje em dia.
As estatísticas apontam que em cada seis casais um enfrenta problemas para ter filhos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, cerca de 20% dos casais entre 20 e 40 anos tem problemas de infertilidade. Um casal é considerado infértil se não conseguir a gravidez após um ano de relacionamento sexual ativo sem uso de métodos anticoncepcionais.
Se esse for o quadro, os dois devem passar por exames com especialistas para uma avaliação geral. Entretanto, na maior parte das vezes as atenções são focadas na mulher.
“Avaliar a saúde do homem é tão importante quanto a da mulher. Ainda se associa a fertilidade com a impotência”, ressalta o médico urologista Sandro Esteves, diretor da Androfert – Centro de Referência em Infertilidade Masculina e responsável pelo setor de Reprodução Humana e Infertilidade Masculina da Sociedade Brasileira de Urologia.
Por outro lado, segundo ele, com a evolução da medicina é raro um homem ser estéril. “Graças aos avanços das técnicas de reprodução assistida, o termo estéril tem sido cada vez menos usado em relação ao homem. Hoje, existem métodos que podem ajudá-lo a conquistar a paternidade”, afirma.
Esteves lembra que os casos extremos em que nem com tratamento isso é possível são exceções. Já existem alternativas para quase todas as situações e a infertilidade pode ser reversível.
O caso de Adenilson Antônio Juliato, de 37 anos, é emblemático. Em 1993, ele sofreu um acidente de carro, que o deixou paraplégico e comprometeu suas funções sexuais. Casado há dez anos com Roseli de Melo Juliato, de 33, Adenilson decidiu recorrer às modernas técnicas de reprodução assistida para alcançar o sonho de ter um filho.
O casal chegou a procurar a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em busca de tratamentos para infertilidade, mas a Unicamp ainda não realiza as técnicas de fertilização in vitro. “Queria muito ter um filho, mas não iria fazer isso a qualquer custo”, diz Adenilson, que tinha ressalvas éticas e religiosas em relação aos métodos de reprodução assistida.
Mas depois da consulta com o especialista, as dúvidas do casal se dissiparam e optou-se pela fertilização in vitro. Os espermatozóides foram aspirados dos testículos por punção. Na primeira tentativa três embriões foram implantados em Roseli.
Um deles se desenvolveu normalmente e há cerca de três meses nasceu, de cesárea, o pequeno Matheus. Hoje, Roseli e Adenilson, que assistiu o parto, estão às voltas com noites em claro, muitas mamadas e trocas de fraldas. “Se tivermos condições, vamos ter outro filho no futuro”, planeja Adenilson.
O problema e a solução
São muitos os fatores que podem levar o homem a ter problemas de infertilidade, como as infecções genitais, problemas hormonais, alterações da ejaculação. Um dos mais comuns é a varicocele, uma doença que se caracteriza pela dilatação anormal de veias localizadas ao redor do testículo.
Essa dilatação, de acordo com Sandro Esteves, forma varizes e o sangue que circula por elas fica represado, levando ao aumento da temperatura testicular e, conseqüentemente, diminuindo a produção, a movimentação e o funcionamento dos espermatozóides.
“É uma enfermidade que atinge em torno de 15% dos homens e cerca de 40% dos pacientes da clínica”, informa o médico. Esteves enfatiza que a doença, que não costuma apresentar sintomas, tem tratamento por meio de cirurgia. “É um procedimento simples e com grandes chances de sucesso”, destaca.
A varicocele impedia o estatístico Renato Fuzaro Carmona, de 37 anos, e a tradutora Cristiane Tomazini Carmona, de 35, de ter seu primeiro filho. Ao completar cinco anos de casamento, eles decidiram que havia chegado a hora de ter um bebê. Mais de um ano depois, nada havia acontecido.
Renato e Cristiane começaram a percorrer clínicas médicas e a fazer exames para investigar a causa do problema. Outros dois anos se passaram e eles partiram para a inseminação artificial, sem sucesso mesmo após três tentativas.
Bastante desgastados emocionalmente, eles leram uma reportagem sobre varicocele e, enfim, encontraram a resposta para suas dúvidas. A confirmação de que Renato era portador da doença veio no consultório do urologista.
O casal optou pela cirurgia. “Foi fácil e rápida”, diz Renato. Três meses mais tarde, Cristiane constatava que estava grávida de Davi, hoje com dois anos.
Eles tinham a opção de tentar a gravidez por meio da fertilização in vitro, mas escolheram o tratamento cirúrgico. Os dois procedimentos tinham em torno de 40% de chances de sucesso. “Preferimos a cirurgia porque, se desse certo, ela nos daria a oportunidade de ter outros filhos no futuro”, conta o estatístico.
Hoje, Cristiane e Renato já estão à espera de Ana Luiza, prevista para nascer em novembro. “Estamos realizando nosso desejo de construir uma família. Estou muito feliz”, comemora.
Outras causas
Outra causa de infertilidade masculina é a obstrução nos canais que transportam os espermatozóides, que pode ocorrer por infecções, especialmente as urinárias, e pelas
doenças sexualmente transmissíveis. “Cerca de 6% dos homens inférteis tiveram problemas nos testículos quando crianças”, afirma o urologista Sandro Esteves.
Um dos problemas mais comuns é a criptorquidia, em que o testículo não desce para o escroto. Esteves explica que se não houver a correção, normalmente por meio de cirurgia ainda na infância, pode haver uma diminuição acentuada na qualidade do sêmen.
O cabeleireiro Fernando de Souza, de 38 anos, enfrentou muita dificuldade para ter um filho. Em seu primeiro casamento, ele e a esposa adotaram Augusto, hoje com 9 anos. Na segunda união, com Elisângela Passos Padovani de Souza, de 27 anos, após ficar viúvo, Fernando decidiu procurar ajuda especializada.
“Eu já tinha desistido, mas ela queria ter filhos”, conta. Na opinião dele, seus problemas de infertilidade são fruto de uma cirurgia malfeita na infância para corrigir uma malformação nos testículos. “Acho que acabaram fazendo uma vasectomia, porque meus espermogramas sempre davam zero. Apenas um deles acusou raros espermatozóides”, relata.
E foi neste exame que Elisângela se agarrou com toda esperança. O casal reuniu todas as economias e procurou uma clínica especializada em reprodução assistida. “Achava que não iria dar certo nunca”, diz Fernando.
Um total de 15 espermatozóides de Fernando foram retirados por meio de punção e, após os exames, cinco deles fecundaram óvulos de Elisângela. Três foram implantados em seu útero e deles nasceram Pedro e Marina, que já estão com cinco meses. “Fiquei a gravidez inteira com medo, mas consegui levar normalmente até oito meses e meio”, lembra a mamãe.
O casal diz que os procedimentos e medicamentos utilizados ao longo do tratamento são muito caros. Esse é um dos entraves à disseminação das modernas técnicas de reprodução assistida. O planos de saúde ainda não cobrem esses procedimentos. E por isso as filas dos serviços públicos que oferecem os tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são sempre tão grandes.
Um tratamento completo pode variar de R$ 12 mil a R$ 20 mil. Mas hoje as clínicas de reprodução assistida estão facilitando o pagamento.
Tratamentos gratuitos
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mantém, desde 1985, o Ambulatório de Infertilidade Masculina, que já atendeu mais de mil casais. Segundo o urologista Paulo Augusto Neves, responsável pelo ambulatório, além de realizar diagnóstico e avaliação de casos de infertilidade masculina, o departamento oferece alguns tratamentos.
No ambulatório, é possível fazer pelo SUS, cirurgias de varicocele, de reversão de vasectomia, biópsias e microcirurgias para desobstrução dos canais que transportam os espermatozóides. “Infelizmente ainda não temos um ambulatório de reprodução assistida que ofereça técnicas de fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI)”, lamenta Neves.
Ainda assim, a procura pelo atendimento é tão grande que a agenda para este ano está fechada. “Atendemos seis casos novos e seis retornos por dia”, diz Neves. No entanto, o ambulatório só funciona um dia por semana. Novos casos podem ser agendados a partir de fevereiro de 2006.
De acordo com ele, o índice de sucesso nos tratamentos varia de 30% a 40% dos casos. “Os demais são encaminhados para outros serviços que realizam a reprodução assistida”, afirma o médico.
Em São Paulo, segundo Neves, o Hospital das Clínicas, o Hospital Pérola Byington e a Escola Paulista de Medicina realizam esses procedimentos pelo SUS. “Mas a fila de espera é de dois anos”, ressalta o médico.
Ele explica que os tratamentos são muito caros e a verba destinada pelo SUS, muito disputada. “Temos um laboratório pronto há mais de três anos na Unicamp, mas ainda não conseguimos o repasse dos recursos”.
Fonte: Revista Metropole em 23/10/2005
Dr. Sandro Esteves
Urologista e
Fundador da
Androfert
Quando é com Ele
Homem e mulher empatam em 40% dos casos de infertilidade conjugal. A boa nova é que a medicina tem solução para quase todos os problemas masculinos relacionados à reprodução. Por Renata Freitas
Quando a dificuldade para ter um filho afeta a rotina de um casal, as atenções costumam se voltar para a mulher. Geralmente, ela é vista como a responsável pelo insucesso nas tentativas de ter um bebê. Poucos sabem, no entanto, que nestas situações há um empate entre homens e mulheres. Cada gênero responde por 40% dos casos de infertilidade conjugal. Nos 20% restantes, ambos apresentam problemas que impedem a gravidez.
Seja por que as mulheres adiaram o projeto de ter filhos em favor da carreira, seja por causa da mudança nos hábitos de vida ou do aumento no nível de estresse a que estão submetidos homens e mulheres, são muitos os casais que têm dificuldades para ter um bebê hoje em dia.
As estatísticas apontam que em cada seis casais um enfrenta problemas para ter filhos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, cerca de 20% dos casais entre 20 e 40 anos tem problemas de infertilidade. Um casal é considerado infértil se não conseguir a gravidez após um ano de relacionamento sexual ativo sem uso de métodos anticoncepcionais.
Se esse for o quadro, os dois devem passar por exames com especialistas para uma avaliação geral. Entretanto, na maior parte das vezes as atenções são focadas na mulher.
“Avaliar a saúde do homem é tão importante quanto a da mulher. Ainda se associa a fertilidade com a impotência”, ressalta o médico urologista Sandro Esteves, diretor da Androfert – Centro de Referência em Infertilidade Masculina e responsável pelo setor de Reprodução Humana e Infertilidade Masculina da Sociedade Brasileira de Urologia.
Por outro lado, segundo ele, com a evolução da medicina é raro um homem ser estéril. “Graças aos avanços das técnicas de reprodução assistida, o termo estéril tem sido cada vez menos usado em relação ao homem. Hoje, existem métodos que podem ajudá-lo a conquistar a paternidade”, afirma.
Esteves lembra que os casos extremos em que nem com tratamento isso é possível são exceções. Já existem alternativas para quase todas as situações e a infertilidade pode ser reversível.
O caso de Adenilson Antônio Juliato, de 37 anos, é emblemático. Em 1993, ele sofreu um acidente de carro, que o deixou paraplégico e comprometeu suas funções sexuais. Casado há dez anos com Roseli de Melo Juliato, de 33, Adenilson decidiu recorrer às modernas técnicas de reprodução assistida para alcançar o sonho de ter um filho.
O casal chegou a procurar a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em busca de tratamentos para infertilidade, mas a Unicamp ainda não realiza as técnicas de fertilização in vitro. “Queria muito ter um filho, mas não iria fazer isso a qualquer custo”, diz Adenilson, que tinha ressalvas éticas e religiosas em relação aos métodos de reprodução assistida.
Mas depois da consulta com o especialista, as dúvidas do casal se dissiparam e optou-se pela fertilização in vitro. Os espermatozóides foram aspirados dos testículos por punção. Na primeira tentativa três embriões foram implantados em Roseli.
Um deles se desenvolveu normalmente e há cerca de três meses nasceu, de cesárea, o pequeno Matheus. Hoje, Roseli e Adenilson, que assistiu o parto, estão às voltas com noites em claro, muitas mamadas e trocas de fraldas. “Se tivermos condições, vamos ter outro filho no futuro”, planeja Adenilson.
O problema e a solução
São muitos os fatores que podem levar o homem a ter problemas de infertilidade, como as infecções genitais, problemas hormonais, alterações da ejaculação. Um dos mais comuns é a varicocele, uma doença que se caracteriza pela dilatação anormal de veias localizadas ao redor do testículo.
Essa dilatação, de acordo com Sandro Esteves, forma varizes e o sangue que circula por elas fica represado, levando ao aumento da temperatura testicular e, conseqüentemente, diminuindo a produção, a movimentação e o funcionamento dos espermatozóides.
“É uma enfermidade que atinge em torno de 15% dos homens e cerca de 40% dos pacientes da clínica”, informa o médico. Esteves enfatiza que a doença, que não costuma apresentar sintomas, tem tratamento por meio de cirurgia. “É um procedimento simples e com grandes chances de sucesso”, destaca.
A varicocele impedia o estatístico Renato Fuzaro Carmona, de 37 anos, e a tradutora Cristiane Tomazini Carmona, de 35, de ter seu primeiro filho. Ao completar cinco anos de casamento, eles decidiram que havia chegado a hora de ter um bebê. Mais de um ano depois, nada havia acontecido.
Renato e Cristiane começaram a percorrer clínicas médicas e a fazer exames para investigar a causa do problema. Outros dois anos se passaram e eles partiram para a inseminação artificial, sem sucesso mesmo após três tentativas.
Bastante desgastados emocionalmente, eles leram uma reportagem sobre varicocele e, enfim, encontraram a resposta para suas dúvidas. A confirmação de que Renato era portador da doença veio no consultório do urologista.
O casal optou pela cirurgia. “Foi fácil e rápida”, diz Renato. Três meses mais tarde, Cristiane constatava que estava grávida de Davi, hoje com dois anos.
Eles tinham a opção de tentar a gravidez por meio da fertilização in vitro, mas escolheram o tratamento cirúrgico. Os dois procedimentos tinham em torno de 40% de chances de sucesso. “Preferimos a cirurgia porque, se desse certo, ela nos daria a oportunidade de ter outros filhos no futuro”, conta o estatístico.
Hoje, Cristiane e Renato já estão à espera de Ana Luiza, prevista para nascer em novembro. “Estamos realizando nosso desejo de construir uma família. Estou muito feliz”, comemora.
Outras causas
Outra causa de infertilidade masculina é a obstrução nos canais que transportam os espermatozóides, que pode ocorrer por infecções, especialmente as urinárias, e pelas
doenças sexualmente transmissíveis. “Cerca de 6% dos homens inférteis tiveram problemas nos testículos quando crianças”, afirma o urologista Sandro Esteves.
Um dos problemas mais comuns é a criptorquidia, em que o testículo não desce para o escroto. Esteves explica que se não houver a correção, normalmente por meio de cirurgia ainda na infância, pode haver uma diminuição acentuada na qualidade do sêmen.
O cabeleireiro Fernando de Souza, de 38 anos, enfrentou muita dificuldade para ter um filho. Em seu primeiro casamento, ele e a esposa adotaram Augusto, hoje com 9 anos. Na segunda união, com Elisângela Passos Padovani de Souza, de 27 anos, após ficar viúvo, Fernando decidiu procurar ajuda especializada.
“Eu já tinha desistido, mas ela queria ter filhos”, conta. Na opinião dele, seus problemas de infertilidade são fruto de uma cirurgia malfeita na infância para corrigir uma malformação nos testículos. “Acho que acabaram fazendo uma vasectomia, porque meus espermogramas sempre davam zero. Apenas um deles acusou raros espermatozóides”, relata.
E foi neste exame que Elisângela se agarrou com toda esperança. O casal reuniu todas as economias e procurou uma clínica especializada em reprodução assistida. “Achava que não iria dar certo nunca”, diz Fernando.
Um total de 15 espermatozóides de Fernando foram retirados por meio de punção e, após os exames, cinco deles fecundaram óvulos de Elisângela. Três foram implantados em seu útero e deles nasceram Pedro e Marina, que já estão com cinco meses. “Fiquei a gravidez inteira com medo, mas consegui levar normalmente até oito meses e meio”, lembra a mamãe.
O casal diz que os procedimentos e medicamentos utilizados ao longo do tratamento são muito caros. Esse é um dos entraves à disseminação das modernas técnicas de reprodução assistida. O planos de saúde ainda não cobrem esses procedimentos. E por isso as filas dos serviços públicos que oferecem os tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são sempre tão grandes.
Um tratamento completo pode variar de R$ 12 mil a R$ 20 mil. Mas hoje as clínicas de reprodução assistida estão facilitando o pagamento.
Tratamentos gratuitos
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mantém, desde 1985, o Ambulatório de Infertilidade Masculina, que já atendeu mais de mil casais. Segundo o urologista Paulo Augusto Neves, responsável pelo ambulatório, além de realizar diagnóstico e avaliação de casos de infertilidade masculina, o departamento oferece alguns tratamentos.
No ambulatório, é possível fazer pelo SUS, cirurgias de varicocele, de reversão de vasectomia, biópsias e microcirurgias para desobstrução dos canais que transportam os espermatozóides. “Infelizmente ainda não temos um ambulatório de reprodução assistida que ofereça técnicas de fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI)”, lamenta Neves.
Ainda assim, a procura pelo atendimento é tão grande que a agenda para este ano está fechada. “Atendemos seis casos novos e seis retornos por dia”, diz Neves. No entanto, o ambulatório só funciona um dia por semana. Novos casos podem ser agendados a partir de fevereiro de 2006.
De acordo com ele, o índice de sucesso nos tratamentos varia de 30% a 40% dos casos. “Os demais são encaminhados para outros serviços que realizam a reprodução assistida”, afirma o médico.
Em São Paulo, segundo Neves, o Hospital das Clínicas, o Hospital Pérola Byington e a Escola Paulista de Medicina realizam esses procedimentos pelo SUS. “Mas a fila de espera é de dois anos”, ressalta o médico.
Ele explica que os tratamentos são muito caros e a verba destinada pelo SUS, muito disputada. “Temos um laboratório pronto há mais de três anos na Unicamp, mas ainda não conseguimos o repasse dos recursos”.
Fonte: Revista Metropole em 23/10/2005
